segunda-feira, julho 17, 2006

Porque me lembra de ti...
Porque tu me faltas...
Porque me mostrou que nunca farias parte de mim...

I want you
Though you dare to deny it
I’m always reminded of you
And the more you forbid me
The more I need you to give me

Morning comes upon us
To impose another day
Though I might try to force myself to sleep

Why should I
Face up to
Another waking day
When there’s a chance you’ll come to me
In dreams

The world just keeps
Right on
Turning anyway
While I stay home and watch the shadow play

Innocence is lost into the dark
If I were dynamite would you provide the spark?

Oh

I want you
Though you dare to deny it
I am always reminded of you
And the more you forbid me
The more I need you to give me

I don’t know what to do
If you dare to deny it
I’m always reminded of you
And the more you forbid me
The more I need you to give me

If only you could see my life
Turning inside out
A heart that keeps attacking me
Always in my mouth
And if my skin were glass my love
You would see a heart that keeps on beating
Only in the hope that you’ll return, to me

I don’t know what to do
Though you dare to deny it
I’m always reminded of you
And the more you forbid me
The more I need you to give me

I want you
Though you dare to deny it
I am always reminded of you
And the more you forbid me
The more I need you to give me

I don’t know what to do
Though you dare to deny it
I’m always reminded of you
And the more you forbid me
The more I need you to give me

I want you
I am always reminded of you

I want you - Moloko

quinta-feira, julho 13, 2006

Sinto a tua ausência todos os dias...
Há pessoas que entram na nossa vida sem bater à porta!
Mudam tudo de lugar e depois desaparecem em silêncio, para não mais voltar.
Tu deste-me a conhecer todo um admirável mundo novo!
Obrigada!
Obrigada pelo teu olhar que me encantou...
Os teus lábios que me consumiram...
O teu corpo que me marcou...
O teu odor que me perseguiu...
Nunca conheci pessoa igual!
Desejava ter a sorte das pessoas que partilham a vida contigo!
És como eu gostava de ser, é quem eu gostava de ter!

quarta-feira, julho 12, 2006

Gostava de falar contigo, mas sei que não devo...
Gostava que fosses meu amigo, mas sei que não dá...
Gostava de ser outra pessoa, mas não existo...
Gostava de... sei lá!

terça-feira, julho 11, 2006

Depois de duas horas de intenso exercício físico, marcado pela sensação fantástica do sangue a pulsar em cada veia que escreve o mapa do corpo, nada melhor que um duche para milhares de gotas de água gelada percorrerem a pele fervente...

segunda-feira, julho 10, 2006

Durante o dia... por vezes...
Sou assaltada por fragmentos de sonhos
Beijos, abraços, palavras, toques...
Línguas, dedos, suspiros, corpos...
Mas isso fica para uma próxima...
Uma próxima vez em que os sonhos sejam mútuos!

20 de Março de 2005

domingo, julho 09, 2006

These things take forever
I especially am slow

First day of my life - Bright Eyes

Acredito que tudo tem o seu tempo!
Tudo acontece quando deve acontecer!
Ao fim de dois anos... consegui!
Finalmente consegui!
Resolvi passado que andava a apodrecer dentro de mim...
Obrigada por teres colocado uma vírgula em todos os meus pontos de interrogação.
Finalmente limpei a página, virei-a e sorri com a leveza do livro.

sábado, julho 08, 2006

This girl I know needs some shelter
She don't believe anyone can help her
She's doing so much harm, doing so much damage
But you don't want to get involved
You tell her she can manage
And you can't change the way she feels
But you could put your arms around her

I know you want to live yourself
But could you forgive yourself
If you left her just the way
You found her

I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection

I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection

You're a boy and i'm a girl
But you know you can lean on me
And I don't have no fear
I'll take on any man here
Who says that's not the way it should be

I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection

I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection

She's a girl and you're a boy
Sometimes you look so small, look so small
You've got a baby of your own
When your baby's gone, she'll be the one
To catch you when you fall

I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection

I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection

You're a girl and i'm a boy

Sometimes you look so small, need some shelter
Just runnin' round and round, helter skelter
And I've leaned on me for years
Now you can lean on me
And that's more than love, that's the way it should be
Now I can't change the way you feel
But I can put my arms around you
That's just part of the deal
That's the way I feel
I'll put my arms around you

I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection

I stand in front of you
I'll take the force of the blow
Protection
You're a boy and i'm a girl

Protection - Massive Attack

sexta-feira, julho 07, 2006

Quando era criança tinha um hábito defensivo antes de dormir...
Com medo que ladrões entrassem em casa cobria a cabeça com o lençol.
Pensava, na altura, que se eu não os via, eles também não me veriam.
Hoje verifico o mesmo processo com variantes...
Em situações mais complicadas ou constrangedoras, não olho para a outra pessoa.
Talvez assim ela deixe de me ver!
Sei que é um impulso infantil, até primário, mas não consigo fugir-lhe...
Porque continuo ainda hoje a ter medo de ser magoada?
Porque ainda me sinto como uma criança que se perdeu de casa?
Porque preciso que alguém me levante o queixo, sorria, me dê a mão e diga: anda, levo-te a casa?
Porque sozinha não encontrei o caminho...
Ainda!

quinta-feira, julho 06, 2006

Hoje vi o nascer do sol!
O disco ardente queimando e devorando o azul marcando-o com labaredas multicolores...
Respirei a paz e ansiei pelas movimentações dos astros.
Ao som de Life on Mars de David Bowie, pensei em ti e em como já nada vai ser igual quando tiver um rosto para associar ao teu nome.
Bem vindo lindo!
Vais conhecer a sensação morna de um abraço, um beijo, um sorriso.
A beleza de um mundo indescritível: o sol, o céu azul, o mar, a areia fina da praia, o ser humano com a riqueza e profundidade da diversidade.
Vais poder sentir o cheiro das primeiras chuvas do outono, ver as luzes de Dezembro e a imensidão do mundo que tens para descobrir.
Parabéns!

quarta-feira, julho 05, 2006

Olho ao espelho...
Ali está ele!
O mesmo rosto de sempre...
E então analiso cuidadosamente cada milímetro de pele, os lábios, o nariz, os olhos...
Fixo os olhos castanhos e pergunto: quem és tu?
Ninguém!
Alguém que apenas existe nos olhos dos outros.
Quando desvio o olhar do espelho não sei mais se ainda existo.
O que vêem em mim é tão diferente do reflexo no espelho.
Fico confusa entre a alma rasgada dentro de um corpo em carne viva que vejo e a alma límpida e o rosto lindo que me atribuem.
Quem sou eu afinal?

segunda-feira, julho 03, 2006

E quando é que chega Quinta-feira?

sexta-feira, junho 30, 2006

Dançar é sempre um prazer!
Expressar com o corpo, em cada movimento, os sentimentos despoletados pela música...
Adoro a sensação de liberdade da dança...
Semelhante à que tenho quando ando à chuva, com a roupa molhada colada ao corpo, a alma lavada.
Amo qualquer expressão dos sentidos!
Dancei contigo até à exaustão... pura e saborosa.
Dancei até não suportar mais a dor muscular, o cansaço, a falta de forças.
O teu olhar encantador, o teu sorriso feliz, a tua voz a cantarolar músicas que nunca antes tinhas ouvido, a minha surpresa ao constatar que gostas de Tori Amos...
Nestes momentos tão simples vejo como a felicidade está ao alcance de todos!
É só estender a mão e abraçá-la num passo de dança...

quinta-feira, junho 29, 2006

Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade

Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...

Ai o amor...
Humm o sexo...

Amor e sexo - Rita Lee

quarta-feira, junho 28, 2006

Todos queremos o céu, mas esquecemo-nos da trajetória.

Armando Correa de Siqueira Neto

segunda-feira, junho 26, 2006

Ontem à noite vi o filme que me aconselhaste várias vezes...
A banda sonora já a sabia de cor.
Foi pano de fundo de algumas conversas de madrugada no teu carro...
Comprei-a para me lembrar de ti!
O filme surpreendeu-me e percebi o porquê de gostares tanto dele.
É uma linda história de amor, mas como tu gostas...
Fora dos paradigmas convencionais.
Ele não é lindo e perfeito e ela não é o protótipo da mulher perfeita.
Ele, alcoólico, ela, prostituta, apaixonam-se!
Compreendem-se, aceitam-se, amam-se...
E a música que sempre se destacou na banda sonora foi um dos momentos marcantes do filme.
Eles percebem que se se amam têm de aceitar o outro como ele é!
Com todas as suas idiossincrasias, peculiaridades e caracteríticas especiais.

Don't you like me Ben?
Sera... what you don't understand is... no... see... no...
What?
You can never... never... ask me to stop drinking. Do you understand?
I do! I really do!

Leaving Las Vegas

domingo, junho 25, 2006

Hoje ouvi esta música pela primeira vez!
Disseste-me uma vez que ela parecia ter sido escrita sobre ti...
Agora sempre que a oiço sinto-te próximo...

Não, ele não vai mais dobrar
Pode até se acostumar
Ele vai viver sozinho
Desaprendeu a dividir
Foi escolher o mal-me-quer
Entre o amor de uma mulher
E as certezas do caminho
Ele não pôde se entregar
E agora vai ter de pagar com o coração, olha lá
Ele não é feliz
Sempre diz
Que é do tipo cara valente
Mas, veja só
A gente sabe

Esse humor é coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim, rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai, não

Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver na pior

Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só
Um jeito de viver nesse mundo de mágoas
Ele não é de nada

Cara Valente - Maria Rita

sexta-feira, junho 23, 2006



Amo Lisboa!
A Lisboa antiga...
Com as suas ruas estreitas e tortuosas, a sua arquitectura envelhecida, a iluminação amarelada... E principalmente a energia que a envolve, as pessoas que se encontram...

terça-feira, junho 20, 2006

Definitivamente, hoje não me estou a sentir particularmente bem de saúde!
O que já se vem a arrastar há umas semanas...
Deve ser cansaço!
Ser acordada, em pleno fim-de-semana, às seis e meia da manhã, por uma vozinha a dizer:
'titi acorda! vamos brincar com os pópós'
leva-me a pensar que estou numa realidade paralela.
Mas depois abro os olhos e vejo uma carinha ternurenta...
Olha para mim com um sorriso lindo e dou por mim a dar ordens ao corpo para se levantar.
Passados cinco minutos já eu estou sentada no chão da sala a brincar com os ditos pópós.
Agora tenho uma reunião que vai durar o dia todo e só penso 'porquê eu?'...

domingo, junho 18, 2006

Para mim, eu sou sempre a culpada de tudo!
Apesar de achar que não agiste da forma mais correcta, acabo sempre por pensar que a culpa é minha!
Penso sempre que se tivesse sido mais amorosa, mais culta, mais inteligente, mais bonita, mais magra... Quem sabe?
Ou seja, devia ser menos eu, ou não ser eu mesmo!
E ainda hoje tenho momentos em que me apetece partilhar contigo certas ideias ou sentimentos....
Mas sempre que nos aproximamos chego à conclusão que acabo por me magoar.
E, mais uma vez, a culpa é apenas minha!

terça-feira, junho 13, 2006

Voltaste para o hospital!
O teu estado de saúde agravou-se.
A intervenção cirúrgica deixou de ser uma mera possibilidade para se tornar realidade.
Fui visitar-te hoje...
Lá estavas sentado na cama do hospital, mais magro e com um sorriso triste.
Tentaste mostrar ânimo, mas o teu olhar e a tua falta de apetite denunciaram o teu estado de alma...
Saí de lá e olhei para o céu que adivinha trovoada e sorri com alguma melancolia.
Como adoro trovoada!
Sentir os trovões dentro de mim e ver os grafittis que os relâmpagos desenham no céu escuro...
Espero que a noite me reserve um espectáculo de trovoada para vislumbrar!
A minha alma pesa...

quinta-feira, junho 08, 2006

Estou feliz!
Para mim felicidade é a sensação de água morna percorrer as minhas costas, dando-me um sentimento de acolhimento e protecção.
Apetece-me abraçar o mar, beijar o céu, respirar Lisboa...
Olhar para ti e dizer 'Obrigada'!

domingo, junho 04, 2006

I don't need you anymore
I'm okay and I am sure
I don't need you anymore
Yeah I'm ok, I'm reassured

And I don't need you not today
I promise I'll call I promise I'll say
I don't need you not to stay
And if you ever need me I'll reciprocate

Your shoulders in my pocket
Speed dial N°2
See you when I need you
See you when I do
See you when I do

Do you need me, I am here
Can you ask, can you be clear
Yes you need me, I appear
Now you are me, I am here

My shoulders in your pocket
Speed dial N°2
Call it when you need me
See you when I do
See you when I do

Call me when you need me
Just call me when you need me

Call me when you need me
See you when I do

Speed dial nº 2 - Zero 7

sábado, junho 03, 2006

Riding on this know-how
Never been here before
Peculiarly entrusted
Possibly that's all
Is history recorded?
Does someone have a tape?
Surely, I'm no pioneer
Constellations stay the same

Just a little bit of danger
When intriguingly
Our little secret
Trusts that you trust me
'Cause no one will ever know
That this was happening
So tell me why you listen
When nobody's talking

What is there to know?
All this is what it is
You and me alone
Sheer simplicity

Know-how - Kings of Convenience com Feist

sexta-feira, junho 02, 2006

Ontem faltei às aulas para te ver...
Sabia que estavas pior. Não se sabe que tens nem quando sais.
Encontrei-te noutra enfermaria, combalido e principalmente resignado.
Tentei animar-te! Sinceramente acho que não consegui...
Disse que poderias sair nestes dias... Menti-te! Nem eu acredito nisso.
Quando saí, o sol já beijava o horizonte e não me sentia particularmente bem.
Cheguei a casa e ouvi 'olha o que é que a titi traz?', ao que uns olhinhos ansiosos me olharam e responderam 'o papá'.
E não! Não levava o papá... E mais uma vez tive de recorrer à mesma mentira.
Estou a tornar-me numa sombra de mim...

terça-feira, maio 30, 2006

Conheci-te quando tinha apenas 8 anos, tu estavas com 16...
Ainda me lembro das primeiras brincadeiras e da minha timidez, aliás bem característica.
Foi preciso visitar-te na enfermaria do hospital e ver-te receber oxigénio, com um catéter ligado ao teu pulmão, para ficar sem palavras... Estavas animado, mas eu fiquei impressionada.
Ambos sabíamos, mas nunca o tínhamos dito... E então eu fi-lo!
Gosto muito de ti! E tu disseste ser recíproco.
Não mudou nada, mas fiquei melhor...

sábado, maio 27, 2006

Nada melhor para encerrar uma semana que um bom programa cultural!
Depois de uma semana em que o assunto predominante nas aulas foi o que é o amor (tendo em conta tudo à minha volta, sem comentários…), fui assistir ao bailado em cena no Teatro Camões, no Parque das Nações, Giselle. Quem ama ou já amou vai identificar-se e emocionar-se. Quem nunca amou vai poder vislumbrar um pouco da luz do sentimento mesmo quando envolto em sofrimento.
Considerando notícia recebida poucas horas antes, tudo ganhou dimensão e reflexão extra. Mas, como te disse, tenta lembrar-te dos momentos felizes. Estarei cá sempre para partilhares comigo o peso do medo e da insegurança. Desculpa não poder fazer mais. Acredita que se pudesse o faria. Custa-me ver o teu olhar vazio e sem esperança, a marca das lágrimas na tua pele… E ter apenas para te oferecer os meus ouvidos para desabafares, os meus braços para te abraçarem, as minhas mãos para te limparem as lágrimas, o meu ombro para chorares… É tudo o que tenho!

terça-feira, maio 23, 2006

Estou cansada!
Cansada de andar com rasgões na alma
Amarratoda e curvada dentro de mim!
Cansada de pensar... e se... mas...
Chega!
Tenho de dar um passo em frente
E não olhar mais para trás!
Quero e preciso voltar a ser quem sou!
Complicada é certo...
Mas confiante no ser humano.
Doce e não amarga pela dor!
Transparente e não opaca pelo medo!
Tanto já mudou nestas semanas,
Tanto do que sempre sonhei se vislumbra no horizonte...
Há que olhá-lo com luz no sorriso
E chamas no olhar!

sábado, maio 20, 2006

Forever Tango no Coliseu de Lisboa.
Lindo, intenso, sensual, sexual…
Lembrei-me de ti!
Como gostava de ter dançado o tango contigo!
Nossos corpos colados,
Não se percebendo onde começava o meu e acabava o teu…
Disseste-me, certa vez, que quando danças o tango
O teu par termina sempre com os pés roxos.
Os meus ficaram intactos!
A minha alma, essa sim, ficou ferida, magoada, pisada…
Mas também...
Nunca fui teu par…

domingo, maio 14, 2006

Sinto tanto a tua falta!
Quanto mais tempo passa mais me apercebo das marcas da tua ausência...
Tenho saudades da tua presença, do teu olhar, da tua voz, da tua alma...
Sinto tanto a tua falta!

sábado, maio 13, 2006

Porque não consigo acreditar nos elogios?
Porque tenho tanta facilidade em aceitar as críticas?

segunda-feira, maio 08, 2006

Preciso que a tranquilidade invada cada centímetro do meu corpo, cada poro da minha pele...
E principalmente preciso que a paz brilhe em cada fragmento da minha alma, esteja presente em cada respiração da minha aura...

domingo, maio 07, 2006

Sinto-me só...

sábado, maio 06, 2006

Arrepender-se-á com frequência das palavras que profere, mas nunca das que não disse. Porque terá sempre a hipótese de dizê-las se valerem a pena, ou manter-se calado para sempre se perceber que serão lesivas.

Aureliano Tapia Méndez

sexta-feira, maio 05, 2006

O meu coração bate ao som dos tambores...
O corpo não responde à dança da minha alma...

quinta-feira, maio 04, 2006

Tenho medo!
De mim, dos outros e do amanhã!
Tenho medo do que vejo quando me olho...
Tenho medo que os outros vejam o mesmo que eu...
Tenho medo do que sou...
Tenho medo do que posso nunca vir a ser...
Mas só me resta continuar em frente...
Até um dia!

quarta-feira, maio 03, 2006

Quando olho para ti vejo o perigo, o risco
Com um leve aroma a canela...

terça-feira, maio 02, 2006

O amor é um verbo impossível de conjugar dado que o pretérito não é perfeito, o presente pouco indicativo e o futuro incondicional.

António Lobo Antunes

segunda-feira, maio 01, 2006

Ainda não te expulsei da minha mente...
E o meu corpo pergunta por ti!

domingo, abril 30, 2006



Kings of Convenience na Aula Magna na noite passada foi, definitivamente e sem sombra de dúvida, o melhor concerto da minha vida.
Intimista, com músicas introspectivas intercaladas com o diálogo dos dois intervenientes e a plateia de forma bem-humorada e descontraída.
E, para melhorar ainda mais a noite, sentiu-se na sala uma união em torno do mesmo sentimento. Incentivados por um dos dois membros da banda, com forte cariz político e filosófico, deu-se um movimento colectivo de eliminação de barreiras físicas e imateriais. O concerto foi terminado com a maioria da plateia no próprio palco deixando-se para trás as cadeiras confortáveis e passivas.
Como uma metáfora para a vida, Erlend mostrou-nos como a luta pelo que achamos correcto, pelos nossos ideais, pode e deve ser feita por nós e não não nos devemos limitar a esperar que outros o façam no nosso lugar.

sexta-feira, abril 28, 2006

Hoje acordei ao som de uma música que não conhecia, mas que dizia:
'Some people call it a one night stand
But we can call it paradise'
Como eu gostava de partilhar o paraíso contigo...
Mesmo que apenas por uma noite!

terça-feira, abril 18, 2006

Hoje vi-te novamente... Depois de quase uma semana.
Pensei que não te fosse ver mais...
Mas, de cada vez que os nossos olhares se cruzam, questiono-me se não será a despedida.
E a minha alma fica amarrotada no lenço de papel que trago escondido na mão...

segunda-feira, abril 17, 2006

Looking out the door i see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations as their shoes fill up with water
And maybe i'm too young to keep good love from going wrong
But tonight you're on my mind so you never know

When i'm broken down and hungry for your love with no way to feed it
Where are you tonight, child you know how much i need it
Too young to hold on and too old to just break free and run

Sometimes a man gets carried away, when he feels like he should be having his fun
And much too blind to see the damage he's done
Sometimes a man must awake to find that really, he has no-one

So i'll wait for you... and i'll burn
Will I ever see your sweet return
Oh will I ever learn

Oh lover, you should've come over'
Cause it's not too late

Lonely is the room, the bed is made, the open window lets the rain in
Burning in the corner is the only one who dreams he had you with him
My body turns and yearns for a sleep that will never come

It's never over, my kingdom for a kiss upon her shoulder
It's never over, all my riches for her smiles when i slept so soft against her
It's never over, all my blood for the sweetness of her laughter
It's never over, she's the tear that hangs inside my soul forever

Well maybe i'm just too young
To keep good love from going wrong

Oh... lover, you should've come over'
Cause it's not too late

Well I feel too young to hold on
And i'm much too old to break free and run
Too deaf, dumb, and blind to see the damage i've done
Sweet lover, you should've come over
Oh, love well i'm waiting for you

Lover, you should've come over'
Cause it's not too late

Lover, you should've come over - Jeff Buckley

segunda-feira, abril 10, 2006

Can you hear them
The helicopters
I'm in New York
No need for words now
We sit in silence
You look me
In the eye directly
You met me
I think it's wednesday
The evening
The mess we're in
And ooooh...

The city sunset over me
The city sunset over me

Night and day
I dream of
Making love
To you now baby
Love making
On screen
Impossible dream
And I have seen
The sunrise over the river
The freeway
Reminding of
This mess we're in
And ooooh...

The city sunset over me
The city sunset over me

The city sunset over me
The city sunset over me

What were you wanting / What was he wanted
I just wanna say
Don't ever change now baby
I'd thank you
I don't think we will meet again
And you must leave now
Before the sun rises
Above the skycrapers
And the city landscape comes into view
Swell on my skin
Oh
This mess we're in
Ooooh...

The city sunset over me
The city sunset over me
The city sunset over me
The city sunset over me

This mess we're in - P J Harvey e Thom Yorke

quinta-feira, abril 06, 2006

Sei como o amor tece os seus fios; e a brutalidade com que, em seguida, os rompe.
Tenho sido tecido. Tenho sido dilacerado.

Ondas - Virginia Woolf

quarta-feira, abril 05, 2006

Seria tão bom se pudessemos escolher de quem gostar!
Seria tão bom ler os poemas que me escreves, as declarações de amor que me fazes e sentir alguma coisa, poder retribuir.
Mas não posso...
Não consigo...
Desculpa!

segunda-feira, março 27, 2006

Hoje, quando te vi, nada senti...
Sorri, olhei-te e conversámos...
E nada senti...
Não mais senti medo da tua ausência,
Felicidade com o encontrar do teu olhar...
Já não penso nos sonhos destruídos,
Nem no passado que vou ter de apagar...
Hoje, quando te vi, nada senti...
Só me resta mesmo convencer-me de que isto é verdade.
Aprender a mentir e enganar-me
Para, quando te vir, realmente sentir que já nada sinto!

terça-feira, março 21, 2006

Há olhares que nos despem o corpo e nos lêem a alma...

sexta-feira, março 17, 2006

Aproxima-se uma mudança de rota.
Aguardo-a com ansiedade...

quarta-feira, março 15, 2006




There is no combination of words I could put on the back of a postcard...

sexta-feira, março 10, 2006

Estou tão cansada desta situação...
Apetece-me fugir!
Mas sei que, quando for o momento da despedida, vou desejar que nunca tivesse chegado...
Mas, até lá, vou sobrevivendo à tua presença!
E à tua ausência!

quinta-feira, março 09, 2006

Sei que vou sentir muito a tua falta...
Mas também sei que é inevitável...

terça-feira, março 07, 2006

There's a voice on the phone
telling what had happened
some kind of confusion
more like a disaster
and it wondered how you were left unaffected
but you had no knowledge
all the chemicals covered you
and so a jury was formed
as more liquor was poured
there's no need for conviction
they're not thirsting for justice
but I slept with the lies
I keep inside my head
I found out I was guilty
I found out I was guilty
but I won't be around for the sentencing
cause I'm leaving
on the next airplane

and though I know that my actions are impossible to justify
they seem adequate to fill up my time
and if I could talk to myself like I was someone else
then maybe I could take your advice
and I wouldn't act like such an asshole all the time

there's a film on the wall
makes the people look small
who are sitting beside it
all consumed in the drama
they must return to their lives
once the hero has died
they will drive to the office
stopping somewhere for coffee
where the folk singers, poets, and playwrights convene
dispinsing their wisdom
oh dear amateur orators
they will detail their pain
in some standard refrain
that will recite their sadness
like it's some kind of contest
well if it is
I think I am winning it
all beaming with confidence
as I make my final lap
the gold medal gleams
so hang it around my neck
cause I am deserving it
the champion of idiots

but a kid carries his Walkman on that long bus ride to omaha
I know a girl who cries when she practices violin
cause each note sounds so pure
it just cuts into her
and then the melody comes pouring out her eyes
and now to me everything else
including this
just sounds like a lie.

Going for the gold - Bright Eyes

quinta-feira, fevereiro 09, 2006




Words are meaningless...
And forgettable...
Words are very unnecessary...

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

It's oh so quiet : it's oh so still
you're all alone : and so peaceful until

You fall in love (zing! boom!)
the sky up above (zing! boom!)
is caving in (wow! bam!)
you've never been so nuts about a guy
you wanna laugh you wanna cry
you cross your heart and hope to die'

Til it's over and then
it's nice and quiet
but soon again
starts another big riot

You blow a fuse (zing! boom!)
the devil cuts loose (zing! boom!)
so what's the use (wow! bam!)
of falling in love

It's oh so quiet : it's oh so still
you're all alone : and so peaceful until

You ring the bell (bim! bam!)
you shout and you yell (hi ho ho!)
you broke the spell
gee, this is swell you almost have a fit
this guy is gorge and I got hit
there's no mistake : THIS IS IT'

Til it's over and then : it's nice and quiet
but soon again : starts another big riot

You blow a fuse (zing! boom!)
the devil cuts loose (zing! boom!)
so what's the use (wow! bam!)
of falling in love

The sky caves in! the devil cuts loose!
you blow blow blow blow blow your fuse!
when you fall in love
Ssshhhhhh...

It´s oh so quiet - Bjork

segunda-feira, janeiro 30, 2006

I want somebody to share
Share the rest of my life
Share my innermost thoughts
Know my intimate details
Someone who'll stand by my side
And give me support
And in return
She'll get my support
She will listen to me
When I want to speak
About the world we live in
And life in general
Though my views may be wrong
They may even be perverted
She will hear me out
And won't easily be converted
To my way of thinking
In fact she'll often disagree
But at the end of it all
She will understand me

I want somebody who cares
For me passionately
With every thought and with every breath
Someone who'll help me see things
In a different light
All the things I detest
I will almost like
I don't want to be tied
To anyone's strings
I'm carefully trying to steer clear
Of those things
But when I'm asleep
I want somebody
Who will put their arms around me
And kiss me tenderly
Though things like this
Make me sick
In a case like this
I'll get away with it

Somebody - Depeche Mode

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Sábado fomos jantar as quatro.
Como sempre, foi gratificante o regresso às origens.
Conversar com amigas que me conhecem desde criança, que acompanharam todas as minhas experiências, a formação da minha identidade... Sabe tão bem.
Tu disseste: 'vocês são o meu retiro espiritual'.
Acho que essa é a melhor definição da amizade pura e verdadeira.
Retribuo o sentimento e tu sabes disso.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Gostava que visses em mim...
Nas minhas mãos, nos meus olhos, na minha boca...
Uma extensão do teu corpo, da tua alma...
Porque trago-te em mim...
Levo-te comigo por cada rua, avenida, beco sem saída...
Nunca o pediste, eu sei... mas já me tens!

14 de Março de 2005

sábado, novembro 19, 2005

Voltei!
Durante este tempo, algumas vezes, tive vontade de escrever algo. Mas limitava-me a entrar no blog, ler alguns dos meus posts favoritos e ia-me embora com nostalgia de certos momentos descritos nestes meses passados por aqui.
Hoje apeteceu-me dizer... 'voltei'.

domingo, setembro 11, 2005

Apesar de nunca o ter revelado, o propósito deste blog era ser uma dedicatória para ti. Dizer aqui tudo o que sabia não poder dizer-to.
Quando te conheci estavas magoado e desconfiado demais. Ficavas desconfortável com qualquer elogio ou com qualquer aspecto positivo que apontasse em ti ou nos outros, reagias com descrédito e ironia. Daí que, desde que me apaixonei por ti (e lembro-me bem do momento em que, depois de um jantar que pensaste desastroso, me apaixonei pelo que lia nos teus olhos quando estávamos naquele bar apinhado de gente) senti necessidade de expressar sentimentos e emoções.
E criei este blog. Esta é a explicação para o segundo post do mesmo ser exactamente a música que sempre associei a ti. Mas tudo isto sofreu uma transformação quando comentei contigo a criação de um blog meu e depois te disse o endereço. Não mais me senti livre e tive de me ajustar no período seguinte, tentando parecer imparcial.
Com o passar do tempo percebi que não o visitaste nem o leste, o que aos poucos foi-me fazendo recuperar a minha liberdade e fui fazendo referências a ti.
Os meses foram passando, a paixão transformou-se, tomando novas formas até que morreu. E com ela todo o objectivo deste blog. Continuo a admirar a pessoa que és, a reconhecer-te imensas qualidades e a agradecer-te por me teres feito descobrir tanto de mim que não conhecia.
No entanto, agora chegou o momento que considero previsível. Declaro oficialmente a morte do Life in a Poetry Book. Obrigada a todas as pessoas que gastaram minutos da sua vida a lerem fragmentos da minha. Obrigada pelos comentários e por estes meses de auto-análise e crescimento.
Quem sabe um dia não encontro outro propósito para este pequeno espaço do meu mundo?

sábado, setembro 10, 2005



Porque não me apetece falar...

terça-feira, agosto 30, 2005



Nunca procurei muito que gostassem de mim. Se me deixassem gostar eu do outro... para mim já era bestial! - Mário Cesariny

sábado, agosto 27, 2005

Ontem, tal como havíamos combinado, fui encontrar-me contigo depois do trabalho.
Depois de sete horas de trabalho, uma entrevista para outro trabalho, duas viagens de comboio à beira-mar, lá fui eu à procura do jornal.
Com o meu sentido de orientação único, perdi-me pelas ruas e ruelas, largos e travessas do Bairro Alto. E adorei! Cada vez gosto mais de passear, perder-me pela Lisboa antiga.
Depois de mais de meia hora a contemplar as ruas, a observar as pessoas, encontrei o jornal. Sentei-me na soleira de uma porta e esperei por ti uns escassos cinco minutos a ver pessoas a passar, a conversar, ou à janela a fumar.
E, passados uns meses de ausência quase completa, encontrámo-nos e pusemos a conversa em dia. Cada vez mais me convenço que a amizade é saber respeitar os ritmos, os tempos e os espaços de cada um. Após algum tempo em que ambas, por diversos motivos, sentimos necessidade de nos ausentar um pouco, ontem contámos animadamente uma à outra todas as alterações que entretanto marcaram a nossa vida. E foi bom sentir que ainda fazemos parte da história uma da outra!

terça-feira, agosto 16, 2005



Hoje acordei, fui à janela e fui recebida com este belo nascer do sol.
Sorri.
Mas até o sol me pareceu triste.
Vou ouvir Jeff Buckley cantar esta noite vezes e vezes sem conta.
É o companheiro ideal para a tristeza!

segunda-feira, agosto 15, 2005

So I will find my fears and face them
Or I will cower like a dog
I will kick and scream or kneel and plead
I will fight like hell to hide that I’m giving up

Another travellin’ song - Bright Eyes

sábado, agosto 13, 2005

Amar...
O sentimento de amar desperta o melhor e o pior em mim. Apesar de ser completamente dedicada à pessoa, preocupada com o que está a sentir e a fazer, fiel, compreensiva, amar torna-me frágil, auto-destrutiva.
Isto porque insegurança é uma característica muito vincada do meu temperamento e, para amar alguém, esse alguém é certamente muito especial. O que me faz desejar sempre ser mais magra, mais bonita, mais inteligente, mais culta, para então ser digna dele. Esses objectivos não são alcançados, o que me faz sentir indigna de qualquer retribuição e incapaz de despertar o mesmo sentimento que essa pessoa despertou em mim. E então analiso com muito cuidado os sinais que me são enviados para me poupar a eventuais e futuros sofrimentos.
Passado algum tempo em que, simultaneamente, construo ilusões e destruo-me e insulto-me por sonhar, desisto do sentimento e deixo-o voar. No entanto, quando desisto de amar acabo sempre por constatar que tinha razão: o sentimento não era mútuo e eu não era definitivamente a pessoa adequada para ele.
E com essa convicção tento reconstruir os pedaços de mim, costurar os rasgões da alma. Consciente de que a felicidade de ninguém se deve basear apenas num factor, numa pessoa, porque nem sempre ela lá vai estar e é um fardo muito pesado para qualquer um ser o único e exclusivo detentor da felicidade de alguém, avanço lentamente pelo meu caminho. Gozando todos os momentos de felicidade que preenchem os meus dias, tentando aprender tudo o que possa e lutando por ser a pessoa que sonho.
Quem sabe um dia?

sábado, agosto 06, 2005

Os dias nem sempre são fáceis.
Hoje interroguei-me o porquê do corpo e da mente, por vezes, se desencontrarem tanto.
A minha avó encontra-se em processo lento de desgaste físico, de colapso. Os órgãos não mais suportam viver, é uma tarefa árdua demais a ser levada a cabo. O corpo cede, os órgãos vão morrendo lentamente. O que é difícil assistir... As marcas deixadas pela má circulação, a respiração difícil pelo mau funcionamento de apenas um pulmão, o bater lento de um coração velho e gasto de viver, de sentir, de sofrer.
Mas o que é mais doloroso para todos, e ainda mais para ela, é a lucidez, a sobriedade, a nitidez de raciocínio aos 89 anos e o espanto e desilusão no seu rosto por o corpo já não responder. Muitas vezes oiço-a dizer com uma lágrima nos olhos: ‘Mas o que se passa comigo? O que eu sou e o que eu era!’ E recordo-me das férias de Verão passadas com ela e com o meu avô (que já morreu há 14 anos). A minha avó não é mais a pessoa alegre que aparecia nas suas histórias de juventude, a pessoa lutadora que educou seis filhos, a avó carinhosa de sorriso no rosto. Agora é apenas um ser humano em sofrimento, choroso, e consciente da dor que semeia numa família desgastada pela situação.

sexta-feira, agosto 05, 2005

So there was this women and
she was on an airplane and
she's flying to meet her fiancé
sailing high above the largest ocean
on planet earth and she was seated
next to this man who you know
she had tried to start a conversation
but really the only thing
she heard him say was to order his bloody mary
and she's sitting there and she's reading
this really arduous magazine article about this
third world country that she couldn't
even pronounce the name of
and she's feeling very bored and very despondent
and then uh suddenly there's this huge mechanical failure and one of the engines gave out
and they started just falling thirty thousand feet
and the pilots on the microphone and he's saying,
"I'm sorry, I'm sorry, Oh My God, I'm Sorry"
and apologizing and she looks at the man and she says,
"where are we going" and he looks at her and he says,
"We're going to a party, it's a birthday party.
It's your birthday party, happy birthday darling.
We love you very, very, very, very, very, very, very much."
and then he starts humming this
little tune and it kind of goes like this:

One, Two, One, Two, Three, Four
We must talk in every telephone, get eaten off the web
We must rip out all the epilogues from the books we have read
And to the face of every criminal strapped firmly in a chair
We must stare, we must stare, we must stare

We must take all of the medicines too expensive now to sell
Set fire to the preacher who is promising us hell
And in the ear of every anarchist who sleeps but doesn't dream
We must sing, we must sing, we must sing

And it'll go like this
While my mother waters plants my father loads his gun.
He says, "Death will give us back to god,
just like the setting sun
is returned to the lonesome ocean."

And then they splashed into the deep blue sea
It was a wonderful splash

We must blend into the choir, sing a static with the whole
We must memorize nine numbers and deny we have a soul
And to this endless race for property and privilege to be won
We must run, we must run, we must run

We must hang up in the belfry where the bats in moonlight laugh
We must stare into a crystal ball and only see the past
And in the caverns of tomorrow with our flashlights and our love
We must plunge, we must plunge, we must plunge

And then we'll get down there,
way down to the very bottom of everything
and then we'll see it, we'll see it, we'll see it

Oh my morning's coming back
The whole worlds waking up
Oh the city bus is swimming past
I'm happy just because
I found out I am really no one

At the bottom of everything - Bright Eyes

quarta-feira, agosto 03, 2005

I don't think you love me
Confusion settling in
I don't think I'll be staying
Around here, anymore

There's no question that I love you
But I'm living in my own time
And here I am debating
Whether I'm wrong, or right

Who am I
To make a judgement of
Your life
I'm only
Passing by
Passing by

All the promises I gave you
Helped me to survive
And all the times I wished you'd save me
You were the love of my life

Who am I
To make a judgement of
Your life
I'm only
Passing by
Passing by

I'm only passing by ...

Passing by - Zero 7

domingo, julho 31, 2005

Sabemos que ouvimos música demais quando o nosso sobrinho, ao pegar no nosso discman ou num dos muitos cd's espalhados pelo quarto, olha para nós com um sorriso no rosto e diz 'titi' com uma voz amorosa.

quinta-feira, julho 28, 2005

A dor que senti durante uns meses quase desapareceu. Como te disse, tudo seguiria o seu percurso natural, não havia porque forçar algo. E se, durante meses, esperei que ligasses, esperei um convite, sofri e chorei por nada disso acontecer, eu sabia que, um dia, a dor seria menor até desaparecer.
Não nego que, por vezes, ainda dói. Mas já pouco me importa! Agora já não espero. Já não sofro com a possibilidade de não mais te ver. Já pouco me importa! Durante meses cada vez que escrevia algo aqui pensava na tua opinião. Agora já pouco me importa! Já não magoa saber que não te interessa estar comigo, ler o que escrevo. Mas ainda não consigo evitar a queda de uma lágrima pela morte da ilusão e do sonho. Mas já pouco me importa!

quarta-feira, julho 27, 2005

Encontrei num blog deste mundo cibernauta este post:

'Há um exacto momento em que tomamos consciência de que a estratégia em curso não está a ser bem sucedida. Podemos estar errados há muito tempo. Podemos ter sido alertados por toda a gente que nos rodeia. Não interessa. São centésimos de segundo que mudam o rumo da coisas. É um instante. O instante em que dizemos: ASSIM NÃO! Ontem, quando voltava para casa, aconteceu o meu momento. Não doeu. Nem sequer me fez perder a calma. Aceitei com a serenidade que me faltou até agora.'

Como ele disse tudo o que não encontrei palavras para dizer... Com excepção de que comigo aconteceu no sábado. Doeu. E chorei.

terça-feira, julho 26, 2005

Let it die and get out of my mind
We don't see eye to eye
Or hear ear to ear

Don't you wish that we could forget that kiss ?
And see this for what it is
That we're not in love

The saddest part of a broken heart
Isn't the ending so much as the start

It was hard to tell just how I felt
To not recognize myself
I started to fade away

And after all it won't take long to fall in love
Now I know what I don't want
I learned that with you

The saddest part of a broken heart
Isn't the ending so much as the start
The tragedy starts from the very first spark
Losing your mind for the sake of your heart
The saddest part of a broken heart
Isn't the ending so much as the start

Let it die - Feist

domingo, julho 24, 2005



Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong

Return to innocence - Enigma

segunda-feira, julho 18, 2005



Ontem senti algo morrer dentro de mim! Morreu um sonho... Foi com tristeza que assisti à morte de um sonho, mas hoje dei as boas vindas a um novo. Durante uns tempos vou-me permitir alimentar este sonho. Permitir-me-ia tudo o que agora preciso. Principalmente a possibilidade de acreditar em alguma mudança num quotidiano sempre igual. Neste momento sinto uma esperança no futuro! Mesmo que nada mude, só pelo brilho que esta noite ganhou já valeu a pena!

quinta-feira, julho 14, 2005



You'll never touch - these things that I hold
The skin of my emotions lies beneath my own
You'll never feel the heat of this soul
My fever burns me deeper than I've ever shown - to you

You'll never live the life that I live
I'll never live the life that wakes me in the night
You'll never hear the message I give
You'll say it looks as though I might give up this fight

Never is a promise - Fiona Apple

terça-feira, julho 12, 2005

A beleza é um conceito que me fascina! Como todos sabemos, é relativo, subjectivo, altamente pessoal. A sua definição pura e absoluta não existe!
Mas mesmo a beleza numa mesma pessoa varia, evolui, modifica-se. Comigo acontece sempre ou, pelo menos, muito frequentemente. Raramente a minha apreciação da beleza física de uma pessoa se mantém inalterável com o passar do tempo. Porque com o conhecer, conviver, aprender a gostar, ou não, da pessoa, começa a entrar na percepção da mesma um factor de peso: a personalidade, os pequenos gestos, os pequenos detalhes, a voz, as acções. O que se costuma designar pelo cliché da beleza interior.
Se sempre notei este facto, agora, com a entrada no quarto mês no meu novo trabalho, agudizou-se, até porque é uma abstracção que há algum tempo vem ocupando a minha mente. Em todos os trabalhos, turmas de escola, vizinhança, grupos de amigos, famílias, existem os homens/mulheres mais bonitos, os mais simpáticos, os mais inteligentes, os mais feios, os carismáticos, os mais estúpidos, os mais engraçados. É uma categorização estereotipada e simplista dos grupos. O certo é que as categorizações gerais na empresa raramente coincidem com as minhas. O exibicionismo, o falar alto, o insinuar-se, o gabar-se, o passar à frente dos outros, o acotovelar, a sede pelo poder e pelo dinheiro não me são atraentes.
Resultado: por vezes dou por mim a observar discretamente determinada pessoa para descobrir a sua beleza, vista pela maioria, ou, pelo contrário, ponho-me a pensar como ainda não descobriram a beleza de outras.

domingo, julho 10, 2005

sábado, julho 09, 2005

Se a vossa vida fosse um filme, qual seria a música a preencher em cada uma destas partes?

Mais um desafio!
Foi preciso alguma reflexão e vasculhar todo o repertório musical para tentar, e sublinho tentar, encontrar as opções mais adequadas. Claro que isto é muito pessoal e subjectivo e cada um terá as suas. As minhas estão aqui!

Opening credits: Never know – Jack Johnson
Waking-up scene: Unfinished sympathy – Massive Attack
Average-day scene: No surprises - Radiohead
Best-friend scene: Never Let Me Down - Depeche Mode
First-date scene: Dá-me lume – Jorge Palma
Falling-in-love scene: Finally – Kings of Tomorrow
Love scene: All is full of love - Bjork
Fight-with-friend scene: I am mine – Pearl Jam
Break-up scene: Love ridden – Fiona Apple
Get-back-together scene: Gold for the price of silver – Kings of Convenience
Fight-at-home scene: Erase/rewind - Cardigans
"Life's okay" scene: A gente vai continuar – Jorge Palma
Heartbreak scene: Last goodbye – Jeff Buckley
Mental-breakdown scene: Over - Portishead
Driving scene: Wise up - Aimee Mann
Lesson-learning scene: Failure – Kings of Convenience
Deep-thought scene: Lua – Bright Eyes
Flashback scene: Do you remember – Jack Johnson
Party scene: Fun for me - Moloko
Happy dance scene: Joker – Fatboy Slim
Regret scene: Lover, you should’ve come over – Jeff Buckley
Long-night-alone scene: I’ve seen it all – Bjork e Thom Yorke
Death scene: Pyramid song - Radiohead
Closing credits: Walking in my shoes – Depeche Mode

sexta-feira, julho 08, 2005



Hoje sinto-me a perder!
Tanto que quero fazer e fico paralizada...
Quero assistir a mais peças de teatro! Quero voltar a ver a Companhia Nacional de Bailado Contemporâneo actuar! Quero voltar a ir a um concerto! Quero jantar à beira-mar! Quero voltar a ir a exposições! Quero viajar!
Quero voltar a sentir-me como uma criança com um brinquedo novo. Como uma criança que acaba de comer um gelado, toda lambuzada, e com um sorriso do tamanho do mundo. É assim que me sinto em cada um destes momentos.
Quero voltar a sentir que vivi um momento especial. Não consigo mais viver apenas em função dos dois trabalhos que tenho. Estou cansada, não me divirto e não consigo descansar.

terça-feira, julho 05, 2005



Gosto muito desta fotografia! Considero ter duas vertentes muito importantes: um céu azul, brilhante, e um chão com indícios de chuva, tristonho. Mas, no entanto, existe harmonia e calma entre os dois pólos.
Reflecte muito o que sou! Momentos de bem-estar, de cor, realização e plenitude; e outros de tristeza, melancolia e desilusão. Ambos sempre vividos com alguma tranquilidade... proporcionada por algum conhecimento do que sou.

domingo, julho 03, 2005



I'm not looking for a clearer conscience
Peace of mind after what I've been through
And before we talk of any repentance
Try walking in my shoes
Try walking in my shoes

You'll stumble in my footsteps
Keep the same appointments I kept
If you try walking in my shoes

Walking in my shoes - Depeche mode

sábado, julho 02, 2005

Há uns meses atrás, numa noite calma de Primavera, passeei na praia contigo. Uma estrela cadente, que eu não vi, riscou o céu. Disseste-me para pedir um desejo... Na altura não o fiz, por não acreditar na realização do que queria. Agora... pediria apenas ver-te mais uma vez!

quinta-feira, junho 30, 2005

segunda-feira, junho 27, 2005

Hoje acordei triste, desiludida… comigo.
Estou de costas voltadas para mim...
Não me olho! Não me oiço! Não quero saber do que eu própria tenha para dizer!
Depois de ontem ter passado a noite a ouvir Roisin Murphy, Portishead, Telepopmusik, Thievery Corporation, Moloko, hoje quero apenas ouvir Bright Eyes, P. J. Harvey e Thom Yorke, e toda uma série de músicas dark...
revoltadas, frustradas, angustiadas...
vezes sem conta...
até deixarem de fazer sentido.

domingo, junho 26, 2005




When everything is lonely
I can be my own best friend.
I get a coffee and the paper;
have my own conversations
with the sidewalk and the pigeons
and my window reflection.
The mask I polish in the evening
by the morning looks like shit.

Lua - Bright Eyes

domingo, junho 19, 2005

sábado, junho 18, 2005

I picked you out
Of a crowd and talked to you
Said I liked your shoes
You said, "Thanks, can I follow you?"
So it's up the stairs
And out of view, no prying eyes
I poured some wine
I asked your name, you asked the time

Now it's two o'clock
The club is closed and we are up the block
Your hands are on me
Pressing hard against your jeans
Your tongue in my mouth
Trying to keep the words from coming out
You didn't care to know
Who else may have been you before

I want a lover I don't have to love
I want a girl who's too sad to give a fuck
Where's the kid with the chemicals?
I thought he said to meet him here
But I'm not sure
I've got the money
If you've got the time
You said, "It feels good"
I said "I'll give it a try"

Then my mind went dark
We both forgot where your car was parked
Let's just take the train
I'll meet up with the band in the morning

Bad actors with bad habits
Some sad singers, they just play tragic
And the phone's ringing
And the van's leaving
Let's just keep touching
Let's just keep, keep singing

I want a lover I don't have to love
I want a boy who's so drunk he doesn't talk
And where's the kid with the chemicals?
I got a hunger and I can't seem to get full
I need some meaning I can memorize
The kind I have always seems to slip my mind

But you, but you...

You write such pretty words
But life's no storybook
Love's an excuse to get hurt
And to hurt
Do you like to hurt?
I do, I do
Then hurt me
Then hurt me
Then hurt me

Lover I don’t have to love - Bright eyes

quinta-feira, junho 16, 2005



Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Eugénio de Andrade

segunda-feira, junho 13, 2005

E porque hoje é dia 13 de Junho, dia marcado pelo 117º aniversário do nascimento de Fernando Pessoa e feriado municipal de Lisboa, cidade que tanto gosto, aproveito para expôr uma fotografia tirada num passeio pela antiga Lisboa. Ao que complemento com um poema de Pessoa, mais precisamente Álvaro de Campos, sobre a mesma.




Nada me prende a nada.
Quero cinquenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar.

Fecharam-me todas as portas abstratas e necessárias.
Correram cortinas de todas as hipóteses que eu poderia ver da rua.
Não há na travessa achada o número da porta que me deram.

Acordei para a mesma vida para que tinha adormecido.
Até os meus exércitos sonhados sofreram derrota.
Até os meus sonhos se sentiram falsos ao serem sonhados.
Até a vida só desejada me farta - até essa vida...

Compreendo a intervalos desconexos;
Escrevo por lapsos de cansaço;
E um tédio que é até do tédio arroja-me à praia.
Não sei que destino ou futuro compete à minha angústia sem leme;
Não sei que ilhas do sul impossível aguardam-me náufrago;
ou que palmares de literatura me darão ao menos um verso.

Não, não sei isto, nem outra coisa, nem coisa nenhuma...
E, no fundo do meu espírito, onde sonho o que sonhei,
Nos campos últimos da alma, onde memoro sem causa
(E o passado é uma névoa natural de lágrimas falsas),
Nas estradas e atalhos das florestas longínquas
Onde supus o meu ser,
Fogem desmantelados, últimos restos
Da ilusão final,
Os meus exércitos sonhados, derrotados sem ter sido,
As minhas cortes por existir, esfaceladas em Deus.

Outra vez te revejo,
Cidade da minha infância pavorosamente perdida...
Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...

Eu? Mas sou eu o mesmo que aqui vivi, e aqui voltei,
E aqui tornei a voltar, e a voltar.
E aqui de novo tornei a voltar?
Ou somos todos os Eu que estive aqui ou estiveram,
Uma série de contas-entes ligados por um fio-memória,
Uma série de sonhos de mim de alguém de fora de mim?

Outra vez te revejo,
Com o coração mais longínquo, a alma menos minha.

Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de recordações,
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito de ter que viver...

Outra vez te revejo,
Sombra que passa através das sombras, e brilha
Um momento a uma luz fúnebre desconhecida,
E entra na noite como um rastro de barco se perde
Na água que deixa de se ouvir...

Outra vez te revejo,
Mas, ai, a mim não me revejo!
Partiu-se o espelho mágico em que me revia idêntico,
E em cada fragmento fatídico vejo só um bocado de mim -
Um bocado de ti e de mim!...

Lisbon Revisited (1926) - Álvaro de Campos

sábado, junho 11, 2005



Looking at herself but wishing she was someone else
Because the body of the doll it don't look like hers at all

Posters - Jack Johnson

quarta-feira, junho 08, 2005

Why do we
Crucify ourselves
Every day
I crucify myself
Nothing I do is good enough for you
Crucify myself
Every day
And my heart is sick of being in chains

Crucify - Tori Amos

terça-feira, maio 31, 2005

Quando estou em paz comigo, sem lutas interiores, como hoje, divago sobre a minha fragilidade, a minha condição humana. Estranho... ou nem por isso?
Depois de quase duas horas de viagem de regresso a casa, no autocarro, escrevi o texto que se segue, após reflectir e viajar dentro de mim, reencontrar o eu que andava fugido.
‘A fragilidade tem efeitos curiosos em mim! Busco na palavra, no papel em branco, um morno sentimento de conforto. Conforto que não sou capaz de procurar junto dos outros. Apesar de, quando assisto a uma maior fragilidade em alguma pessoa, sentir-me privilegiada por poder vislumbrar a humanidade, o ser humano, dentro da capa que todos usamos hoje em dia de pessoas fortes, felizes e bem sucedidas; o certo é que não tolero demonstrar essa minha fragilidade. Em mim encaro-a como fraqueza, fracasso... Não sou capaz de dizer algo como: preciso de ti. Fico silenciosa, muda, quando a minha alma grita. Nesses momentos, desejo uns braços que me envolvam, uns lábios que me encontrem, um olhar que me abrace. Mas não permito sequer aproximações. Estou de cócoras dentro da minha casca, com receio de ser vista tão quebrável, tão humana... E hoje consegui reflectir sobre tudo isso por me sentir bem. Não preciso esconder... proteger... defender... Quem sabe amanhã?’

segunda-feira, maio 30, 2005

Não consigo dormir! Então pus-me a pensar numa conversa que tive com um amigo, em que ele me disse : nunca seremos capazes de perceber o porquê de alguém nos amar.
Ao que acrescento: nunca seremos capazes de perceber o porquê de amar alguém. Porque apesar de termos consciência do que nos faz apaixonar por alguém, o certo é que outro alguém pode fazer exactamente o mesmo sem conseguir tal resultado.
Quem compreende a complexidade do ser humano?

sexta-feira, maio 20, 2005

Did you realise no one can see inside your view? (Strangers, Portishead)

Esta frase sempre me pôs a pensar. Todos nós temos visões únicas do mundo, dos outros e de nós mesmos. Tenho pensado muito neste facto que todos sabemos consciente ou inconscientemente. Talvez pelo trabalho que faço há alguns meses, talvez pelo livro que terminei ontem, talvez pela minha natureza reflexiva e de questionamento.
Ontem terminei a leitura de Ondas de Virginia Woolf. Livro fascinante, intenso, profundo. Foi um livro que esperou o momento certo para entrar na minha vida. Foi-me oferecido por uma amiga mas só um ano depois o li. Não estava ainda preparada para ele. É daqueles livros em que temos necessariamente de nos adaptar à pele do autor pela sua especificidade e singularidade. É sem dúvida esta a literatura que gosto e admiro. Uma prosa poética, com frases de paragem obrigatória para a reflexão, ponderar sobre nós, os outros, a realidade. Seis personagens que poderia simplificar como Rhoda, a diferente, contemplativa, reservada, misteriosa; Jinny, exuberante, atraente, corporal; Susanne, ponderada, sem necessidade de ser admirada; Louis, cerebral, complexado, que se refugia no trabalho; Bernard, sonhador, atento às palavras; e por fim Neville, livre, apaixonado.
Mas todos eles, como nós próprios, somos muito mais do que duas ou três palavras, duas ou três etiquetas. Uma amiga perguntou-me há dias o que ela era, segundo a minha opinião. Como reduzir a imensidão, a complexidade de uma pessoa a meia dúzia de rótulos? Alguém fica a saber quem eu sou se me definir como calma, sonhadora, reservada, diferente? Sem dúvida sinto que sou tudo isso. Mas sou também muitas outras coisas. Por isso nunca gostei de rótulos e catalogações. Somos pessoas, não embalagens num qualquer supermercado à espera de sermos comprados. Eu pelo menos não estou à venda!

terça-feira, maio 17, 2005

De vez em quando, e não tão raramente quanto seria de esperar com a velocidade a que actualmente se corre pela vida, vivo momentos de verdadeira plenitude e perfeição. Em que todo o universo está alinhado exactamente como deveria estar. O que geralmente acontece nos momentos mais simples... Quando estou a olhar o mar, quando estou a passear nos meus locais favoritos, quando oiço uma música que realmente me toca, quando leio um bom livro...
Este sábado senti que a areia podia deixar de correr pela ampulheta, porque tudo estava simplesmente perfeito. Estavas nos meus braços, a tua pele junto da minha, as minhas mãos na madeixas do teu cabelo, a tua respiração morna e calma, as tuas mãozinhas pequeninas no meu pescoço, os teus olhos que, apesar de mortiços pela febre, me deram amor e gratidão. Estavas desprotegido, nos meus braços, receptivo aos meus carinhos e ao meu amor. Há meses que não tínhamos um momento assim. Lembrei-me de quando nasceste e eu cantava para ti. Agora és mais independente, já não te deixas facilmente estar nos meus braços. Queres descobrir o mundo. E como ele te desperta curiosidade e fascínio! E como eu adoro assistir a todas as tuas descobertas! Ainda bem que entraste na minha vida!

quarta-feira, maio 11, 2005

Sinto falta do fumo do teu cigarro...

domingo, maio 08, 2005

Faith pours from your walls, drowning your calls
I've tried to hear, You're not near
Remembering when I saw your face, shining my way, pure timing
Now I've fallen in deep, slow silent sleep
It's killing me, I'm dying

To put a little bit of sunshine in your life
Soleil all over you
warm sun pours over me
Soleil all over you
Warm sun

Now this slick fallen rift, came like a gift
Your body moves ever nearer
And you will dry this tear
Now that we're here, and grieve for me, not history
But now I'm dry of thoughts, wait for the rain
Then it's replaced, sun setting

And suddenly we're in love with everything

Soleil all over you, warm sun pours over me
Soleil all over you
Warm sun


The shinning - Badly drawn boy

quinta-feira, maio 05, 2005

Aqui fica uma das minhas músicas favoritas de sempre.


I'm so tired… of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a temptress too long

Just…

Give me a reason to love you
Give me a reason to be a woman
I just wanna be a woman

From this time, unchained
We're all looking at a different picture
Thru this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over, and give us some room

Give me a reason to love you
Give me a reason to be a woman
I just wanna be a woman

So don't you stop being a man
Just take a little look
From our side when you can
Sow a little tenderness
No matter if you cry

Give me a reason to love you
Give me a reason to be a woman
Its all I wanna be is all woman

For this is the beginning of forever and ever

Its time to move over...


Glory box - Portishead

terça-feira, maio 03, 2005

The selfish, they're all standing in line
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind

The North is to South what the clock is to time
There's east and there's west and there's everywhere life
I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
I am mine

And the feeling, it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide
We're safe tonight

The ocean is full 'cause everyone's crying
The full moon is looking for friends at hightide
The sorrow grows bigger when the sorrow's denied
I only know my mind
I am mine

And the meaning, it gets left behind
All the innocents lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide
We're safe tonight

And the feelings that get left behind
All the innocents broken with lies
Significance, between the lines
(We may need to hide)

And the meanings that get left behind
All the innocents lost at one time
We're all different behind the eyes
There's no need to hide

I Am Mine - Pearl Jam